sexta-feira, 6 de junho de 2008

geracao coca cola

No fim doa anos 80, inicio dos 90houve um êxodo no Brasil saindo da mancha ditatorial e entrando num país mais aberto ao mundo, tão aberto que as indústrias americanas enraizavam aqui, algo diferente começava a acontecer, eram os acordos que FHC fez para expansão das indústrias e comércio, tal expansão responsável por uma geração fast-food, um pais que quer ser igual ao outro e não ser o que é.
Geração coca-cola retrata a geração que vivia do consumo de produtos importados tidos como americanizados, que quer vestir, consumir, parecer e falar como os outrens é não como devem.
A música Admirável chip novo da cantora brasileira Pitty diz: “Nada é orgânico é tudo programado, e eu achava que tinha me libertado, mas lá vêm Eles novamente e eu sei o que vão fazer: Pense,fale,compre,beba,leia,vote não esqueça,use,seja,ouça,tenha,more, gaste e viva; Não senhor, Sim senhor.”
Quando Renato Russo disse que fomos programados em 95 a Pitty reafirma em 2000, uma década depois ainda somos manipulados, ainda obedecemos a ordens alheias, achávamos que havíamos sido libertados por respeito, mas a repressão esta nos portões de fundo em todos os lugares, a liberdade dos negros e o fim da revolução nada mais foi do que máscaras de liberdade, ao tirá-la, continuamos obedientes.
Tratam o Brasil como a Esbórnia, um grande lixão, tudo que não foi interessante quanto à música, filmes, seriados e desenhos são embalados e lançados aqui, a mídia sabe que o Brasil já está condicionado a gostar desse lixo e a mídia precisa corresponder a esse gosto. Nesta correspondência há duas vias; a dos que aboliram este caráter de programados e reagem às aversas, sendo formadores de opiniões;por outro lado os reprodutores daquilo que se ouviu devolvendo essa reprodução não só a sociedade mas ao mundo.
Somos filhos da revolução por que não somos revolucionários, nem queremos ser, somos apenas nostálgicos de uma luta que não foi nossa. O que é nosso,é a sede de gastar o que não temos e competir com quem pudermos, moldando um caráter já incutido; o da copia, do plágio, do ser outro. Sendo que o certo era conscientizar a sociedade que competimos de igual para igual na cidadania, pois acima de tudo é isso que somos empenhados em fazer o melhor, é não um país de malandragem.
Por:Ketleen Meskita

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