Sendo eu uma cicatriz deixada pelo cordão umbilical no ventre, ainda como cordão, sirvo para transportar alimentos a uma criação tão linda; um bebê. Este leva toda sua vida uterina recebendo o que eu lhe mando transportado como alimentos, oxigênio, amor e até os sentimentos da mãe são conduzidos.
Às vezes enrolo-me no bebê e me torno muito perigoso, pois posso sufocá-lo.
Ao nascer o bebê, eu costumo cair entre uma a duas semanas após o nascimento formando então o umbigo.
As mães apesar de saberem que sou um pedacinho que restou daquilo que ligava o bebê a elas, agora vêem um serzinho único e não mais parte dela. Comigo ligado a mamãe deixava tudo sobre controle na barriga, comigo cortado sou uma ferida da separação, da perda do controle, que não e mais só dela o bebê, mas partilha com o mundo.
Esse bebê tornando-se uma linda jovem me usa para exibição colocando mini-blusas; biquínis; para me mostrar aos outros, sempre acompanhado de uma barriguinha bem sequinha. Também sou ornamentado com um brinco, chamado piercing.
Quando os jovens querem sair de casa cedo, as mães logo dizem: “Já tão querendo corta o cordão né?!”, (triste realidade, mas já esta rompido faz tempo),quando alguém vai embora usa a frase: “E triste mas tenho que cortar o cordão umbilical(para brincar e deixar claro sua ligação com esse alguém).
Considerado símbolo sexual quando as mulheres turbinadas me exibem bronzeado e descolorido, é bem a cara do Brasil! Para os latinos sou ponto central do equilíbrio do corpo, para cientistas que não tem que fazer sou um armazém de fiapos coloridos.
Às vezes sofro queimadura no fogão com o gotejar de gorduras, doces...
Assim alguns me lambem outros fazem - me cócegas, a obesidade me esmaga, me torna grande, flácido e desconhecido, tem gente por ai que olha para o próprio umbigo, eu não arriscaria isso!
Por:Ketleen Meskita

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